
O escândalo envolvendo o desvio de dinheiro do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a ‘Vai de Bet’ teve desdobramentos que atingem outros clubes paulistas, entre eles o São Paulo Futebol Clube. A reportagem exclusiva é do SBT.
Segundo o relatório final entregue ao Ministério Público, as investigações identificaram negociações entre integrantes de facções criminosas e dirigentes ligados ao São Paulo, além de União Barbarense e Água Santa.
O documento é resultado da apuração que começou com a denúncia de desvio de R$ 1,4 milhão do contrato entre o Corinthians e a Vai de Bet. Durante o rastreamento financeiro, a Polícia Civil descobriu que empresas como a UJ Football e a Lion Soccer Sports, apontadas como canais para lavagem de dinheiro PCC, também estiveram envolvidas em transações com jogadores ligadas ao São Paulo FC.
O elo com o clube tricolor aparece nas movimentações envolvendo atletas negociados com essas empresas, cujos sócios e operadores são alvos de investigações por uso de recursos ilícitos e coação de empresários.
De acordo com o SBT, entre os nomes citados estão Danilo Lima de Oliveira, o “Tripa”, apontado como operador financeiro do PCC, e Christiano Lino de Menezes, já condenado por tráfico e roubo, que auxiliaria nas operações da UJ Football.
O relatório detalha ainda que Ulisses de Souza Jorge, sócio formal da UJ, seria o responsável por articular a entrada da facção no mercado internacional do futebol, usando o Brasil como base para alavancar negociações com clubes europeus.
O São Paulo FC, assim como os demais clubes citados, não é acusado formalmente de envolvimento direto com o crime organizado, mas aparece nas conexões empresariais utilizadas pelo PCC para movimentar dinheiro por meio do futebol.
A investigação, que teve como foco inicial o Corinthians e seu presidente afastado Augusto Melo, revelou um esquema amplo de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude, envolvendo dirigentes, empresários, e até torcedores organizados com antecedentes criminais.
A Polícia Civil já indiciou cinco pessoas no caso principal: Augusto Melo, Marcelo Mariano (ex-diretor administrativo), Sérgio Moura (ex-superintendente de marketing), Yun Ki Lee (ex-chefe jurídico) e Alex Cassundé.
Com a conclusão desse inquérito, os investigadores devem abrir pelo menos dez novos procedimentos para aprofundar o envolvimento das empresas suspeitas com outros clubes e dirigentes. E mais: Torcida do São Paulo faz ‘tuitaço’ pedindo ‘Fora, Casares’. Clique AQUI para ver. (Foto: SPFC)
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