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Por Rafael Andrade Jardim

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Quem é o novo presidente do São Paulo, que assume após queda de Casares




A aprovação do impeachment do presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, na noite desta sexta-feira (16), levou o vice-presidente Harry Massis Junior a assumir interinamente o comando da instituição. A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo e provoca uma mudança imediata na cúpula administrativa do clube do Morumbi.

Visivelmente abatido, Massis afirmou que a situação está longe de representar um desejo pessoal. “Estou triste. Não era isso que eu queria. O São Paulo não merece o que aconteceu. Nunca gostaria de ter assumido assim”, declarou o dirigente.




Em seguida, reforçou a necessidade de cautela diante do cenário atual: “Todos sabem que vivemos um momento difícil. Existem investigações em andamento e elas precisam ser tratadas com seriedade, calma, respeito às instituições e ao direito de defesa de cada pessoa envolvida”.

Aos 80 anos, Harry Massis Junior integrou a gestão de Julio Casares durante o primeiro mandato, entre 2021 e 2023, e também fez parte da chapa reeleita para o período de 2024 a 2026. Recentemente, no entanto, passou a integrar o grupo político Vanguarda, que rompeu com a base de apoio a Casares e votou favoravelmente ao impeachment.




Com a decisão dos conselheiros, caberá agora ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, convocar uma Assembleia Geral de sócios em até 30 dias. Os associados terão a palavra final sobre o afastamento de Casares, podendo confirmar o impeachment ou optar por sua permanência no cargo. A deliberação será tomada por maioria simples.

Caso os sócios ratifiquem a decisão do Conselho, Massis permanecerá na presidência do São Paulo até o término do atual mandato, previsto para o fim de 2026, quando novas eleições deverão ser realizadas. Conselheiro vitalício do clube, o dirigente é proprietário do tradicional Hotel Massis, na região da Consolação, em São Paulo, e atua também no setor de estacionamentos, com uma rede empresarial que leva seu nome.




Associado ao São Paulo desde abril de 1964, Massis acumula passagens por diferentes administrações ao longo das últimas décadas. Nos títulos mundiais de 1992 e 1993, exercia a função de diretor adjunto administrativo durante a gestão de José Eduardo Mesquita Pimenta e integrou a delegação que viajou ao Japão.

Já entre 2001 e 2002, no mandato de Paulo Amaral, foi diretor adjunto de futebol, período marcado pelo surgimento de Kaká como destaque das categorias de base.




Nas redes sociais, o dirigente costuma publicar imagens ao lado de figuras políticas como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de registros de viagens acompanhando a equipe tricolor em competições nacionais e internacionais.

Harry Massis Junior assume a presidência em um contexto delicado para o clube, que enfrenta graves dificuldades financeiras, com dívidas próximas de R$ 1 bilhão, e um desempenho esportivo abaixo do esperado. O São Paulo encerrou o Campeonato Brasileiro de 2025 apenas na oitava colocação, resultado que não garantiu vaga na Copa Libertadores.

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