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Por Rafael Andrade Jardim

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O que eu faria nesta nova crise do São Paulo

Foto: divulgação SPFC

(Por Rafael Andrade Jardim – Editor ‘Mundo SPFC’) – Se Rogério Ceni estivesse no comando, diriam que ele é teimoso. Se fosse o Diniz, diriam que ele tem convicções até demais.

Mas quem está no comando de verdade não é nenhum treinador. É o presidente Julio Casares — e a verdade é que seu maior talento parece ser o de não fazer absolutamente nada enquanto o São Paulo escorrega, aos poucos, para o fundo do poço.

O clube está afundado em dívidas que já passam da casa do bilhão. São R$ 90 milhões por ano só de juros bancários. Isso mesmo: noventa milhões de reais jogados fora apenas para rolar a dívida, sem pagar um centavo do principal. É como morar num castelo de papel e dizer que está tudo sob controle porque ainda não choveu.

A postura de Casares, nesses momentos cruciais, é de uma passividade assustadora. Enquanto o torcedor vê o time perder identidade, competitividade e até alma, o presidente se ocupa de aparecer em eventos, entrevistas e redes sociais como se presidisse uma potência europeia — e não um clube financeiramente combalido e esportivamente à deriva. É o ex-rico que ainda mora na mansão vazia, fingindo que não faliu.

Se o atual treinador pedir para sair, e há indícios de que isso pode acontecer, o caminho natural seria usar os 10 dias de “pré-temporada” que se avizinham para uma guinada. Um recomeço.

E, neste cenário, não se trata de esperar entrevistas de técnicos estrangeiros ou mais promessas vazias de “projeto”. O que o São Paulo precisa é de alguém que fale a língua do clube, que conheça os corredores, que saiba onde o sangue escorre.

Eu traria Muricy Ramalho e Milton Cruz. Por cinco meses. Só até o fim do ano e para escapar do rebaixamento.

Muricy, mesmo dizendo que não quer voltar, acompanha o time de perto, opina nos bastidores, sofre como nós. É a última referência viva de um São Paulo vencedor. E Milton, por mais que desperte críticas, conhece a base, conhece o elenco, conhece o terreno minado que virou o Morumbi. Em janeiro, com calma e um mínimo de planejamento, pensaria em algo novo. Mas agora, neste momento, é emergência.

O problema é que esperar isso de Casares é como esperar que o Titanic desvie do iceberg sem ninguém no leme. Ele não vai mudar nada. Não vai assumir a gravidade do cenário.

Porque, no fundo, Casares não está presidindo o São Paulo: ele está representando um papel. Um papel que exige pose, fotos no camarote, discursos sobre “modernização” e “gestão”, mas que ignora o buraco real onde o clube está se metendo.

Enquanto isso, a torcida, como sempre, vai ficando com a parte mais cruel: a de assistir, impotente, ao time que ama se desmanchar sem luta. A de ver que, mais uma vez, o São Paulo Futebol Clube parece condenado a tropeçar não por falta de aviso, mas por excesso de vaidade no comando. E mais: Zubeldía, os tempos de imagem e o São Paulo que afunda. Clique AQUI para ver.

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