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Por Rafael Andrade Jardim

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Zubeldía, os tempos de imagem e o São Paulo que afunda

Foto: reprodução vídeo
Foto: reprodução vídeo

(Por Rafael Andrade Jardim – Editor ‘Mundo SPFC’) – Vivemos uma era em que o superficial se sobrepõe ao essencial. As redes sociais transformaram o futebol — e o torcedor. Não sei você, mas é o que penso.

Não se trata apenas de acompanhar o clube, vibrar nas vitórias ou sofrer nas derrotas. Hoje, o consumo de futebol é embalado em cortes, reels, tiktoks de 30 segundos, com trilha sonora de superação e legendas motivacionais.

E isso, ainda que não pareça, está influenciando decisões importantes dentro dos clubes. No caso do São Paulo, está atrapalhando. Vou tentar explicar.

Já reclamei disso antes, mas repito: essa enxurrada de memes exaltando Zubeldía por vitórias modestas, por gestos performáticos na beira do campo ou discursos protocolares nas coletivas, está distorcendo a percepção da torcida sobre o real trabalho do treinador.

O torcedor, influenciado por essa ‘estética heroica digital’, acaba se apegando a uma imagem construída, e não a resultados, desempenho ou contexto.

Não é exclusividade do são-paulino. É um reflexo do tempo. Um tempo em que a estética vale mais que a substância. A conexão com o técnico não se dá mais por identificação com o estilo de jogo, com os resultados ou com a história que se constrói no clube. Ela nasce de vídeos editados e frases de efeito. É uma identificação rápida, plástica, digital. Quase sempre artificial.

E o resultado disso é o que vemos agora: sabemos que Zubeldía não é o grande vilão do momento, mas também sabemos que ele não tem estofo para resolver o buraco em que o São Paulo está enfiado.

No entanto, há uma resistência emocional à sua saída — não porque o trabalho convence, mas porque a imagem dele foi romantizada. A torcida, a diretoria, parte da imprensa e até influenciadores que orbitam o clube parecem ter medo de romper com essa fantasia criada.

A verdade é dura, mas precisa ser dita: o São Paulo precisa de um treinador experiente, cascudo, que saiba jogar o campeonato da sobrevivência e, ao mesmo tempo, explorar ao máximo as Copas em busca de faturamento. E Zubeldía, por mais promissor que seja, não parece ser esse nome. Está no lugar errado, na hora errada, com um elenco fraco e uma direção omissa. Tudo para dar errado, mesmo não sendo o vilão da história.

Casares é o principal responsável pelo caos, sem dúvida. Mas insistir em Zubeldía apenas por uma comoção criada no Instagram é mais um erro nessa coleção de equívocos que virou o São Paulo Futebol Clube. E mais: Derrota para o Vasco em casa; se isso não é crise, não sei o que falta. Clique AQUI para ver.

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